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Dia 28 de agosto de 1976 foi um marco na  vida de quatro cariocas, que viviam entre aulas, garotas, praias e uma paixão em comum: a música. Naquele dia, Mário Caldas e os irmãos Alexandre e Pedro Kosinski, que já tocavam juntos há algum tempo, levaram o primeiro som com Sérgio Benchimol e aquela alquimia originou uma união muito mais que sonora. Naqueles tempos de Rock Progressivo e Heavy Metal, de Yes a Uriah Heep, de Tangerine Dream a Black Sabbath, de Deep Purple a Pink Floyd, de Genesis a The Doors, os quatro caras embarcaram numa viagem que nem o tempo nem a distância geográfica conseguiram por fim até hoje.

Os irmãos Kosinski moravam em uma casa na Barra da Tijuca e, junto com Mário, buscavam um rumo  musical e mal tinham dinheiro para adquirir instrumentos musicais, na época, quase sempre de fabricação nacional e caros. O primeiro baixo utilizado  foi literalmente fabricado, bem como pedal de volume e amplificador. A primeira batera foi feita com tambores adquiridos da torcida do Flamengo. Em tempos de Vestibular e Rock Progressivo em alta, Mário descobriu em sua turma de medicina Sergio, que gostava de surfar nas ondas do Grumari e também de tocar sua Fender vermelha. O convite  veio e o primeiro encontro dos quatro rapazes trouxe momentos empolgantes para todos, que resolveram seguir em frente.

Aos poucos, letras e melodias começaram a brotar e cinco canções foram finalizadas até 1979, todas eternizadas no primeiro CD da banda (Semente, que só saiu em 1999). À medida que a tecnologia da época permitia aos pobres mortais, as músicas foram gravadas em fitas cassete e DAT , bem como diversas levadas de improviso com amigos de compunham outras bandas de prog da época, como Tempus Fugit e Vôo Eterno. Ainda em 1979 Pedro se afastou do grupo, dando lugar à Ricardo Bottecchia, que acompanhou a banda por  mais de  um ano. A proximidade das formaturas profissionais de cada um acabou levando à dissolução do grupo e cada um foi buscar seu caminho. 

A chegada do fim do século XX inspirou Sergio a propor aos demais a gravação do primeiro CD do Semente. As músicas originais, aquelas lá dos anos setenta, foram rearranjadas e Marcia Kosinski, então esposa de Pedro, emprestou sua voz à três faixas. Afinal, vinte anos haviam se passado e os rapazes não eram mais rapazes. Com um maravilhoso trabalho de capa e de gravação, o designer Bernard e o “mágico” Fabrizio de Francesco cunharam um trabalho que surpreendeu os amantes do rock progressivo, não só no Brasil, como ao redor do planeta. Já com um Novo Mundo digital e virtual, Sergio Benchimol não só registrou com maestria seu primeiro trabalho como produtor musical, como levou o CD aos lugares mais distantes, como Nova Zelândia, […]. 

O trabalho foi reconhecido de tal forma, que a banda chegou a ser cogitada numa eleição virtual para abrir no Rio de Janeiro um show do Camel, um dos ícones dos prog inglês dos anos setenta. Não bastasse isso, […] Grammy Award.

Após curtir o alegria com o primeiro trabalho, veio o grande desafio: tocar ao vivo! E em 2000 o Semente fez seu debut no […] e no ano seguinte se apresentou por duas noites no Museu Nacional de Belas Artes, apresentando o repertório do CD na íntegra. 

Mesmo com os filhos crescendo, encontros anuais continuaram ocorrendo, nem sempre com a presença de todos. 

 

 

A IDEIA DO SEGUNDO CD DE ESTÚDIO

Apesar de morar em Brasília desde 1982, Pedro se manteve próximo de todos, que invariavelmente marcavam jam sessions a cada vez que este vinha ao Rio de Janeiro. Muitas dessas jams foram gravadas ao longo dos anos e esses materiais, entre vinte e trinta horas de som, foram deixados  de lado até poucos anos atrás. Foi quando a saudade bateu e Pedro resolveu ouvir tudo o que tinha armazenado e selecionar, de forma compacta, o melhor daqueles momentos. O trabalho gerou pouco mais de duas horas de temas, algumas vezes quase inaudíveis (velhas fitas K7), que somados a algumas composições já feitas em Brasília por Pedro, foram distribuídos aos demais em três fitas K7. Esse material tem sido o ponto de partida para a elaboração de um novo CD de estúdio, embora haja muita coisa nova. 

 

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